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Coordenadores das 10 regiões turísticas do Espírito Santo falam sobre os impactos da Covid-19 no turismo

Rachel Martins é jornalista. Semanalmente escreve sobre turismo em seus diferentes aspectos.

Na semana passada, a coluna ouviu a opinião de presidentes de entidades de turismo no Espírito Santo para falar sobre os impactos no setor diante da Covid-19 e como ficará pós-pandemia. Agora, entramos em contato com os 10 coordenadores das regiões turísticas do Estado. Todos responderam a mesma pergunta: “Levando-se em consideração que a tendência, segundo especialistas, após a pandemia, serão as viagens curtas, especialmente realizadas de carro, o que a sua região, e todos os municípios que a englobam, está planejando para que o retorno dos visitantes seja realizado com toda segurança, especialmente em relação aos protocolos de saúde? Confira:

Valdeir Nunes dos Santos – Presidente do Montanhas Capixabas Convention & Visitors Bureau, membro da Associação Turística de Pedra Azul (ATPA) e membro do Conselho Estadual de Turismo (Contures)

Municípios: Afonso Claudio, Brejetuba, Castelo, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Marechal Floriano, Vargem Alta e Venda Nova do Imigrante

“No dia 20 de março, nós fechamos espontaneamente todos os hotéis aqui da nossa região, por falta de clientes, porque o governo do Estado não colocou no Decreto essa exigência. Posteriormente, alguns começaram a abrir no começo de maio. A previsão é de que todos estarão abertos até o final desta semana, menos o Bristol.

Seguiremos os mesmos cuidados e orientações que o Ministério da Saúde está oferecendo, assim como a Secretaria de Saúde do Espírito Santo e a dos municípios. Dentre eles, está usar máscaras em todos os recintos dos hotéis. Já nos restaurantes, os funcionários usarão também viseiras, e os hóspedes ficarão em mesas até 1,5 metros de distância. O álcool gel estará disponível em todos os lugares possíveis e também colocamos mais pias e torneiras com sabonetes. As academias dos hotéis continuam fechadas e os brinquedos só poderão ser usados por uma pessoa de cada vez, ou a família.

Nós estamos aprendendo diante deste ‘novo normal’. Outros protocolos aparecerão e serão incluídos gradualmente. E já estamos tendo resultados positivos, os hotéis abertos já estão tendo em torno de 30% de ocupação nos finais de semana. E nos outros dias de 5 a 10%.

Nossas expectativas são boas, estamos trabalhando, acreditando que em julho e agosto teremos de 40% a 50% de ocupação, chegando a 80% em dezembro. É bom lembrar que a nossa clientela, 90% é de capixabas, de turistas de Minas Gerais, do sul da Bahia, do Rio de Janeiro. Vem de carro, são visitantes que moram até 400 quilômetros de distância. Por isso, vamos sair na frente de cidades tradicionais, onde é necessário o uso da malha aérea.

Dentro do possível, então, já podemos receber alguns visitantes. A estrutura de nossa hotelaria não é de aglomeração e com os protocolos que já estamos seguindo, o turista aqui estará em segurança”.

Valdeir Nunes dos Santos – Presidente do Montanhas Capixabas Convention & Visitors Bureau, membro da ATPA e membro do Contures. Foto: Arquivo Pessoal

Luciano Pingo – Prefeito de Ibatiba e Presidente do Consórcio do Caparaó

Municípios: Alegre, Divino São Lourenço, Dores do Rio Preto, Guaçuí, Ibatiba, Ibitirama, Irupi, Iúna, Jerônimo Monteiro e Muniz Freire

“A Região do Caparaó Capixaba terá que se adaptar ao ‘novo normal’ e os municípios que têm no turismo a principal fonte de geração de emprego e renda serão obrigados a repensarem as ações.

A economia já está encolhendo e isso obrigará os turistas a também repensarem o tempo e os gastos nas viagens.

Seremos obrigados a unir tecnologia e inovação no desenvolvimento do turismo no Caparaó, principalmente nos eventos que são grandes atrativos nos municípios.

A união será cada vez mais primordial no Consórcio do Caparaó para que juntos possamos vencer esse novo momento que a pandemia está nos impondo.

As parcerias com o Governo do Estado, Sistema S, Assembleia Legislativa e outros organismos serão imprescindíveis para capacitar nossos empreendedores e também buscar apoio financeiro nas instituições, para reestruturar o setor”.

Luciano Pingo – Prefeito de Ibatiba e Presidente do Consórcio Caparaó. Foto: Arquivo Pessoal

Rafael Molino – Presidente da Região dos Imigrantes

Municípios: Ibiraçu, Itaguaçu, Itarana, João Neiva, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá e Santa Teresa

“Nossa região vem sofrendo bastante com o impacto das restrições impostas pela Covid-19. Será preciso grandes esforços para tentar minimizar essa situação, principalmente no tocante à criação de protocolos de segurança.

Nossa região tem a característica de ser muito visitada durante os finais de semana e, quando essa pandemia passar, acreditamos que isso será potencializado porque as pessoas estarão mais propícias a visitar lugares que unem belas paisagens, contam com aconchegantes hotéis e pousadas, além de outros ingredientes que criam ambientes perfeitos para curtir com a família e amigos. No entanto, é preciso ter a consciência de que as pessoas só virão até nós quando se sentirem seguras, por isso é necessário começar a traçar essas ações a partir de agora, unindo o poder público e a iniciativa privada, a fim de se encontrar o melhor caminho.

Dentro desse ambiente de “reinvenção”, precisamos, ainda, descobrir o caminho para a realização das importantes festas anuais comemorativas que ajudam os municípios da região a divulgarem suas culturas, porque, neste caso, existe muita aglomeração de pessoas. Não acredito que as festas irão acabar, sou otimista, mas não restam dúvidas de que haverá necessidade de se realizar várias adequações importantes com o objetivo de preservar a saúde de todos.

Enfim, o delicado momento que estamos vivendo exige muito debate para chegarmos a um consenso sobre as ações futuras, sendo certo que a missão imediata de cada um de nós e da sociedade deve consistir em achatar a curva de contágio e salvar vidas. Tenho muita fé de que isso tudo vai passar e os turistas irão retornar às nossas cidades, que têm muitas coisas boas a oferecer com aquele jeitinho todo especial de receber os visitantes”.

Rafael Molino – Presidente da Região dos Imigrantes. Foto: Arquivo Pessoal

Guilherme Barcelos – Diretor Presidente da Agencia de Desenvolvimento Turístico da Região da Costa e da Imigração (Adeturci)

Municípios: Alfredo Chaves, Anchieta, Iconha e Piúma

“Sabemos que o momento em que vivemos é crítico, mas com muita cautela vamos atravessar essa pandemia.

Com a Covid-19, grande parte da população composta de pequenos empresários, MEIs, artesãos, pescadores, agricultores e trabalhadores informais estão em uma grave situação econômica.

A quarentena e o fechamento das praias, parques, comércio e vias de acesso aos municípios para ônibus e vans de excursão, impossibilitou a continuidade da atividade turística,   influenciando diretamente no emprego e na renda dos munícipes da Região da Costa e da Imigração.

Esse cenário traz como agravantes a situação do endividamento local, as demissões iminentes e a dificuldade de reposicionamento no mercado ao final da pandemia. Uma realidade que se refletirá, também, na falta de recurso para a realização de uma estratégia de divulgação e na baixa competitividade do destino.

Pensando exclusivamente na cadeia produtiva do turismo, estamos elaborando um projeto emergencial para uma Quarentena Produtiva, onde iremos calçar a economia regional e ao mesmo tempo capacitar nossos empreendedores para este novo mundo que está se desenhando, obedecendo todos os protocolos de saúde e mais uma vez, de forma ordenada, trabalhar o turismo interno e regional.

Após isso, estaremos novamente de portas abertas para receber todos aqueles que de forma consciente quiserem retornar à Região da Costa e da Imigração”.

Guilherme Barcelos – Diretor Presidente da Adeturci. Foto: Arquivo Pessoal

Andréa Blunck Salazar – Presidente interina da região do Verde e das Águas

Municípios: Aracruz, Conceição da Barra, Linhares e São Mateus

“A chegada da Covid-19 já impactou muito o setor de turismo no Brasil e, claro, no Espírito Santo. É difícil precisar ainda as medidas necessárias para impulsionar o setor novamente, na pós-pandemia. Por enquanto, o foco é a eliminação do novo coronavírus, procurando salvar o máximo de vidas. Mas é claro que precisamos nos unir e planejar nossas ações. E isso é preciso ser feito agora.

Nós sabemos que o turismo é a principal indústria no mundo, geradora de renda, emprego e arrecadação. E acredito que no retorno, pós-pandemia, as cidades do interior que oferecerem atrações turísticas bem formatadas poderão sair na frente, porque acredita-se que as viagens de curta distância vão prevalecer nesse primeiro momento.

E nossa região, tem uma peculiaridade importante, as praias. E a procura por lugares naturais, depois que isso tudo passar, e até a descoberta da vacina, vai atrair turistas. É claro que as praias vão exigir também protocolos, mas são lugares ao ar livre. E isso pode ser uma vantagem. E aqueles que não possuem praias, por serem lugares pacatos, também terão o seu espaço.

Mas acredito que a gente não faz nada sozinho, precisamos nos unir para alcançar esse objetivo maior, que é entender essa dinâmica do ‘novo normal’ no setor de turismo, ver o que cada município desse nosso belo Estado já tem a oferecer e debater com os representantes qual o melhor caminho a tomar.

São 10 regiões turísticas, e 78 municípios, precisamos, então, nos unir para que possamos nos reinventar, trocando, como se diz, figurinhas e formatando esse álbum, chamado Espírito Santo”.

Andréa Blunck Salazar – Presidente interina da região do Verde e das Águas. Foto: Arquivo Pessoal

 José Gabriel da Silva Araújo – Presidente do Comitê da Região dos Vales e do Café

Municípios: Cachoeiro de Itapemirim, Mimoso do Sul e Muqui.

“Os empreendimentos turísticos da Região dos Vales e do Café foram duramente afetados pela pandemia do novo coronavírus.  Com a paralisação das atividades e o cancelamento de eventos os poucos equipamentos que ainda funcionam, tais como hotéis e restaurantes, operam com capacidade extremamente reduzida seguindo rígidos protocolos de atendimentos preconizados pelos decretos municipais e estaduais, a fim de garantir a segurança sanitária dos clientes e funcionários.

Pensando no retorno do fluxo turístico pós-pandemia e acreditando na busca do turista por destinos mais próximos, todo trade da região está mobilizado em mitigar o desastre econômico causado pela pandemia, com esperança de voltar a operar plenamente. Enquanto isso, os empreendedores estão buscando oportunidades de potencializar os negócios adequando-se de acordo com as determinações do Ministério do Turismo e da Secretaria de Estado do Turismo, tanto em relação às estruturas, como nos protocolos e procedimentos a fim de garantir um atendimento seguro e de qualidade a todos os clientes.

Acreditamos no potencial turístico da região, que possui muitas belezas naturais e o maior acervo arquitetônico tombado do Espírito Santo com o Sítio Histórico de Muqui e de São Pedro do Itabapoana, que o retorno será promissor, impulsionado, ainda, pelas ricas manifestações culturais que acontecem por essas bandas”.

José Gabriel da Silva Araújo – Presidente do Comitê da Região dos Vales e do Café. Foto: Arquivo Pessoal

Eloi Junior Zoppi Fioroti – Presidente do Conselho Administrativo da Agência de Desenvolvimento Sustentável da Região Turística (Adetur) da Região Doce Pontões Capixaba

Municípios: Colatina, Governador Lindenberg, Mantenópolis, Pancas e São Domingos do Norte

“Essa pandemia, apesar de já anunciada desde dezembro, deixou todo o setor de turismo em nossa região fragilizado.  Nossa característica regional é turismo de aventura, lazer e negócios, e todos geram grande fluxo de pessoas e aglomerações.

Eventos de voo livre, mountain bike, grandes shows, festivais gastronômicos e eventos de moda são uma importante mola propulsora da economia local. Infelizmente, conversando com empresários ligados a esses setores, eles não veem a curto prazo a possibilidade de voltar com essas atividades sem que haja a segurança e o surgimento de uma vacina. 

Setores como o turismo de negócios, como, por exemplo, o Shopping Moda Brasil, em Colatina, que traziam turistas de Sergipe, Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, além de todas as localidades do Espírito Santo, mensalmente para fazer compras, sofreram um impacto enorme. E mesmo os eventos de voo livre, que são realizados ao ar livre, estão sofrendo. Assim também como os shows para 10 mil pessoas e os festivais gastronômicos que movimentavam o setor hoteleiro e de bares e restaurantes estão inviabilizados.

Acredito que mesmo com protocolos rígidos de segurança, que serão adotados por todo o trade, pelas características da nossa região, essa volta será lenta. A saída será mesmo a vacina. Mas temos que pensar pelo lado positivo, em um primeiro momento, tenho certeza que o agroturismo, que é muito forte aqui, ajudará a economia a circular, atraindo visitantes que vão planejar viagens em meio à natureza.

Por isso, apesar do pouco apoio público que recebemos em relação ao setor na nossa região, somos unidos e muito perseverantes. E sei que encontraremos o melhor caminho”.

Eloi Junior Zoppi Fioroti – Presidente do Conselho Administrativo da Agência de Desenvolvimento Sustentável da Região Turística (Adetur) da Região Doce Pontões Capixaba. Foto: Arquivo Pessoal

João Oliveira Junior – Coordenador da Região Doce Terra Morena

Municípios: Montanha e Mucurici

“Diante de toda dificuldade que iremos enfrentar, em todos os setores, acredito que o turismo será uma forma de saída para alavancarmos a economia.

Seguiremos os protocolos do Ministério da saúde, Secretaria de Saúde do Estado e Municipal. Entendo que em nossa região, que comtempla só dois municípios bem próximos e com as mesmas características, será mais fácil fazer cumprir essas regras de segurança.

Distanciamento, visitações com barreiras sanitárias, fiscalização constante com os equipamentos de higienização, entre outros. Sobre a questão financeira, o município já estuda a isenção de tributos neste período para os empreendimentos turísticos da cidade. Além de uma linha de crédito em parceria com banco do Espírito Santo”.

João Oliveira Junior – Coordenador da Região Doce Terra Morena. Foto: Arquivo Pessoal

Anderson Sabino – Secretário de Turismo e Cultura de Nova Venécia e Coordenador da Região Pedras, Pão e Mel

Municípios: Boa Esperança, Nova Venécia, São Gabriel da Palha e Vila Pavão

Para começar, é bom lembrar que, além de Nova Venécia, os outros municípios que contemplam a Região Pedras, Pão e Mel estão desenvolvendo e usando seus recursos para conter a pandemia, principalmente, claro, na questão saúde, salvar vidas.

Sobre a retomada do turismo, eu, como turismólogo e conselheiro do Conselho Estadual de Turismo (Contures) da nossa região, acredito que o setor será a mola mestra do impulsionamento da economia local, dando oportunidades a novos empreendimentos.

Teremos que buscar, enfim, um equilíbrio em toda a cadeia produtiva do turismo, trabalhando juntos. Aqui, na nossa região, os bailes são muito comuns, mas antes de voltar com esse tipo de evento, precisaremos conhecer os protocolos sanitários para não colocar em risco à população.

Por exemplo, precisaremos, de repente, inovar, realizando virtualmente nossas famosas festas juninas, todo mundo participando, mas dentro de casa, isso em um primeiro momento. Isso, até a descoberta da vacina. “Nesse tempo, o nosso santo de casa terá que fazer milagre”. 

Outra ideia, é fazer entrega à domicílio das nossas guloseimas de época, que são bem conhecidas por essas bandas. Teremos, então, que nos reinventar. Mas só teremos certeza desse possível futuro, depois da definição dos protocolos em nível federal, estadual e municipal”.

Anderson Sabino – Secretário de Turismo e Cultura de Nova Venécia e Coordenador da Região Pedras, Pão e Mel. Foto: Arquivo Pessoal

Felipe Ramaldes Corrêa – Diretor de Turismo da Companhia de Desenvolvimento, Turismo e Inovação de Vitória e Coordenador da Instância de Governança Metropolitana

Municípios: Cariacica, Fundão, Guarapari, Serra, Viana, Vila Velha e Vitória

“Enxergo que devemos fazer um trabalho integrado, partindo do local para o regional. Enquanto município estamos recebendo propostas de protocolos da hotelaria, canoa hawaiana, operadoras de Observação de Baleias, entre outros segmentos da cadeia produtiva do turismo. Esses serão encaminhados para análise da Secretaria de Saúde e o resultado disso deve ser compartilhado entre os representantes da região. O mesmo deve ser feito nos demais municípios e assim criamos uma rede de colaboração”.

Felipe Ramaldes Corrêa – Diretor de Turismo da Companhia de Desenvolvimento, Turismo e Inovação de Vitória e Coordenador da Instância de Governança Metropolitana. Foto: Arquivo Pessoal

As notas podem ser enviadas para o zap (27) 99694-9812 ou pelo e-mail rachel.rmartins@gmail.com

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