Destaques :

Espírito Santo inova no sistema de informações turísticas com o uso de QR Code

Qualifica ES Turismo capacita Policia Militar para atendimento ao turista

Espírito Santo tem participação expressiva na Abav Expo Internacional de Turismo 2019

Salário de funcionários de pequenas e médias empresas será financiado pelo governo

COVID-19 – Malha aérea essencial começa no sábado (28)

Ministérios do Turismo e da Justiça e Segurança Pública tratam de remarcação de viagens e direitos dos turistas

Coronavírus: bancos e fintechs prometem suspender dívidas de estabelecimentos

Comunicado Oficial da Comissão Organizadora da Festa da Penha

Ruínas do Sítio Histórico da Igreja de São José do Queimado: museu a céu aberto no Município de Serra

Divulgada programação da Festa de Nossa Senhora da Penha

Governo lança nota interministerial para orientar consumidor

Espírito Santo comemora Dia Nacional do Imigrante Italiano no Brasil

Reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Turismo debate Coronavírus

Aeroportos de Vitória, Curitiba, Campinas e Brasília ganham prêmio de melhores do país

MTur discute novos critérios para atualização do Mapa do Turismo

Carnaval 2020: primeiro dia com muito samba e show de Sandra de Sá

Embratur e Fornatur alinham estratégia de promoção

MTur apoia festas de Carnaval em diversos estados brasileiros

Pavilhão de Carapina conta com eventos agendados até 2021

Organização Mundial de Turismo e Centro de Culinária Basca lançam 2º Concurso de Turismo de Gastronomia

Brasil e Emirados Árabes fortalecem relação para atração de turistas

Carnaval: 100 mil turistas devem desembarcar de cruzeiros no Rio de Janeiro

Entrada de turistas dos EUA, Canadá e Austrália no Brasil cresce 16% após isenção de visto

Carnaval deve movimentar R$ 8 bilhões no setor turístico

31ª Sommerfest começa em Domingos Martins e será solidária às vítimas das chuvas

Setur faz levantamento para recuperação de atrativos turísticos em cidades atingidas pelas chuvas

Em ação inédita, Embratur busca nos EUA investimentos para o turismo náutico no Brasil

Carnaval de Vitória 2020: veja a programação completa

Turistas e capixabas já podem compartilhar Ilustrações dos pontos turísticos do ES

Pesquisa no Réveillon mostra que 96,3% dos entrevistados recomendam o ES

MASP bate recorde de visitação em 2019

ES apresenta indicadores sobre a economia do turismo e do Réveillon capixaba

Sudeste é a principal escolha no verão para maioria dos turistas do Norte do país

Vivalá oferece Turismo aliado a participação voluntária em locais paradisíacos do Brasil

Nova empresa low cost anuncia voos internacionais para o Brasil

Com expectativa de mais turistas, aeroportos se prepararam para alta temporada

Turistas pela primeira vez no ES deslumbrados com belezas de Vitória e Vila Velha

Grupo Zurich inicia operação do Aeroporto de Vitória

Secretaria de Turismo faz pesquisa de demanda turística durante Ano Novo e Verão

Região Nordeste: Empresários da hotelaria estão otimistas com gastos de turistas no verão

Turismo de observação de baleias na costa capixaba faz sucesso em 2019

Museu em Santa Teresa apresenta vida e obra de Augusto Ruschi, Patrono da Ecologia

Brasil registra 27% de crescimento nas buscas globais por viagens para 2020

Aplicativo Angels facilita ato de doações para instituições de assistência social

Setor hoteleiro tem perspectiva de aumento na geração de emprego em 2020

Projeto para reformar Sítio Histórico da Prainha valoriza a natureza, memória, mobilidade…

Evento nacional promove o agroturismo capixaba

Enbrav 2019 Serra Gaúcha exibe atrativos diferenciados a agentes de viagem do Brasil

Cidade de Montevidéu trabalha para aumentar fluxo de Turistas brasileiros

Estado do Espírito Santo destaca-se entre as quase três mil marcas da Festuris 2019

Meeting FESTURIS 2019: Embratur aponta ecoturismo como o futuro do setor

Embratur negocia aumento de voos entre Catar e Brasil

Tarifário Turístico é tema de capacitação na região das Montanhas Capixabas

Restaurantes de Manguinhos lançam cardápio de verão nesta sexta-feira, 15 de novembro

Conheça o Espírito Santo

Receita de Mocotó

Dia da Moqueca capixaba é celebrado nesta quarta (30)

Projeto para reformar Sítio Histórico da Prainha valoriza a natureza, memória, mobilidade…

Por João Zuccaratto*

O Estado do Espírito Santo nasceu na Prainha, na Cidade de Vila Velha. Seu Sítio Histórico guarda patrimônios culturais e religiosos, mas sofreu descaracterizações. Em vias de ser reformado, estudantes de Arquitetura e Urbanismo usaram concurso para apresentar sugestões.

Sítio Histórico da Prainha: Capitania do Espírito Santo

O capitão-donatário Vasco Fernandes Coutinho, depois de cruzar o Oceano Atlântico de Nordeste a Sudoeste, a bordo da caravela Glória, escolheu pequena enseada para aportar e assumir a capitania hereditária doada a ele pela Coroa Portuguesa nas terras do Brasil.

Era o dia 23 de maio de 1535, um Domingo de Pentecostes, uma das celebrações mais importantes do calendário cristão — no caso, da Religião Católica: comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo, sua mãe Maria e outros seguidores.

Por isso, não teve dúvidas, batizando seus domínios como Capitania do Espírito Santo. Impedido de descer à terra pelos nativos armados de arcos, flechas e tacapes, usou tiros de canhão para assustá-los e espantá-los para o interior, coberto por Mata de Restinga.

Os índios chamavam a pequena faixa de areia à frente da embarcação de piratininga — significando “peixe seco” ou “local de secar peixe”. Para os colonizadores, passou a ser a Praia de Piratininga. Entretanto, por ser bem diminuta, ganhou o apelido de Prainha.

Os índios chamavam a faixa de areia de piratininga — significando “peixe seco” ou “local de secar peixe”. Os colonizadores, de Praia de Piratininga. Por ser pequena, virou Prainha. Na foto, o lado esquerdo dela, abaixo do morro onde está o Convento da Penha

Sítio Histórico da Prainha: berço da Cidade de Vila Velha

Passados quase 500 anos, o entorno da Prainha tornou-se dos mais importantes sítios históricos da terra capixaba. Além de, ali, ter nascido a atual Cidade de Vila Velha, sedia patrimônios como o Convento da Penha e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

Ao longo dos séculos, toda a área sofreu descaracterizações em relação às suas heranças legadas pela Natureza. O equilíbrio lá existente manteve-se por milênios, até chegada do homem branco. Daí por diante, tornou-se refém de uma desordenada ocupação urbana.

Até a década de 1940, a área do Sítio Histórico da Prainha era tomada por amontoado de casas insalubres — na sua enorme maioria, cortiços —, dispostas irregularmente, em meio a um emaranhado de becos, passagens, ruas estreitas, ruelas, servidões, vielas…

Assemelhava-se ao Pelourinho, da Cidade de Salvador, a capital do Estado da Bahia, só com tamanho menor e construído em terreno plano. O conjunto, além de um visual feio, mostrava-se totalmente insalubre, sem distribuição de água tratada e coleta de esgotos.

Imagem do Sítio Histórico da Prainha no final da década de 1940, após uma reforma eliminar o amontoado de casas insalubres — os cortiços —, dispostas irregularmente, em meio a emaranhado de becos, passagens, ruas estreitas, ruelas, servidões, vielas…

Sítio Histórico da Prainha: reforma no estilo Bota-Abaixo

Isso mudou radicalmente com reforma realizada pela administração da Cidade de Vila Velha, no início do século XX, anos 1900 — semelhante à do Bota-Abaixo, do prefeito Francisco Franco Pereira Passos, no Centro da Cidade do Rio de Janeiro, capital federal.

Muitas construções demolidas permitiram abrir, ampliar e interligar vias de circulação, dando ao bairro a conformação atual, além da instalação de redes de serviços públicos. Herança ainda daqueles tempos desorganizados é um grande número de ruas sem saída.

Outra mudança significativa aconteceu no início dos anos 1970: a dragagem do canal de acesso aos portos gerou um aterro. Avançou sobre o mar, soterrou a orla original e criou a área na qual foi instalado o Parque da Prainha, projeto bastante inovador para a época.

Ao longo dos séculos, a Prainha sofreu descaracterizações. Aterro, avançando para o mar, soterrou a orla original, vista nesta foto de 1936. Sobre ele, foi instalado o Parque da Prainha, cujas estruturas e instalações, sucateadas, serão reformuladas e reformadas

Sítio Histórico da Prainha: desafio a estudantes de Arquitetura

Passados 50 anos, parte da nova orla, no extremo Leste, está ocupada por construções, bloqueando a visão da bela paisagem dali descortinada. O conjunto exibe equipamentos, estruturas e instalações sucateadas, e a Prefeitura vai reformar e recuperar todo o local.

Visando enriquecer esse processo, a Seccional Estado do Espírito Santo do Instituto dos Arquitetos do Brasil — IAB-ES lançou concurso voltado a estudantes de Arquitetura e Urbanismo, desafiando-os a propor ideias para melhorias no Sítio Histórico da Prainha.

O certame foi encarado por sete grupos de alunos — totalizando 31 estudantes —, dos cursos da Universidade Federal do Estado do Espírito Santo — Ufes e da Universidade de Vila Velha — UVV. E contaram com apoio de orientadores indicados pelo IAB-ES.

A Seccional Estado do Espírito Santo do Instituto dos Arquitetos do Brasil — IAB-ES lançou um concurso voltado a estudantes de Arquitetura e Urbanismo, desafiando-os a propor ideias para recuperação, reforma e requalificação do Sítio Histórico da Prainha

Sítio Histórico da Prainha: visibilidade para ideias propostas

Por valorizar iniciativas como essas, fiquei interessado em divulgar as criações, para contribuir com a viabilização de ações semelhantes em outras partes do País. Consegui cinco trabalhos — com intenção de publicar todos eles, sem referências ao vencedor.

Um deles, sem imagens e informações suficientes para gerar matéria, teve de ser excluí-lo. O memorial descritivo apresenta-se muito sucinto e as poucas pranchas delineando as ideias carregadas de textos. Atenção: não expresso aqui qualquer crítica aos autores.

Já foram publicados dois, restando outros dois — o terceiro corresponde a esse post —, pedindo desculpas pela demora: meus compromissos são muitos e, como o processo de produção é demorado, faço esforço para administrar o tempo da melhor forma possível.

O primeiro foi produzido por Bruna da Silva Santos, Luana Marinho dos Santos, Natiele Dalbó, Patrícia Scarpat Thompson Palhano e Wesley Milke, todos UVV. Denominado Projeto Canela-Verde, surgiu sob a orientação da profissional Simone Neiva Gonçalves.

Canela-verde é a identificação do nascido no Município de Vila Velha. O termo surgiu das algas coladas às pernas dos primeiros a desembarcar na Prainha. Cores, detalhes e formas da planta marinha decoram pisos de calçadas, parque e praças do Sítio Histórico.

Curiosidade interessante para os não conhecedores de particularidades sobre o Estado do Espírito Santo: canela-verde identifica aqueles nascidos no Município de Vila Velha. O termo surgiu das algas coladas às pernas dos primeiros a desembarcar na Prainha

Sítio Histórico da Prainha: visibilidade para ideias propostas

O segundo foi o projeto do Studio Urbano, composto por Brenda Contarato, Chrislayne Gomes dos Santos, Myrella Christina Felicio dos Santos Merscher Christ e Rachel Lounge dos Santos Martins, também todos UVV, orientação Simone Neiva Gonçalves.

Agora, é o de Aline Pereira Chisté, Bianca Rocha Afonso, Gabriel Freitas Rodrigues, Iolanda Possamai da Luz, Karina Moraes Coelho Pizoni de Souza e Suellen Amorim Bellucio — novamente todos UVV, e com orientação de Luiz Marcello Gomes Ribeiro.

Estudando aquela área urbana, definiram premissas básicas para o desenvolvimento do projeto: a Prainha e seu entorno são caracterizados por intensa presença de natureza, forte densidade histórica e misto de estilos arquiteturas projetadas em épocas distintas.

Estudando aquela área urbana, definiram premissas básicas para o desenvolvimento do projeto: a Prainha e seu entorno são caracterizados por intensa presença de natureza, forte densidade histórica e misto de estilos arquiteturas projetadas em épocas distintas

Sítio Histórico da Prainha: fortalecer a memória ali existente

Estabelecendo como principal finalidade do trabalho valorizar todo o local fortalecendo a memória cultural ali presente, com supressão de construções, realocação de prédios e requalificação da circulação, reduzindo a de automóveis, priorizando os seres humanos.

Isso levou à sugestão de implantação de rotatória em cruzamento das ruas principais e elevação do piso de algumas vias, criando, assim, possibilidades de melhor visualização do entorno histórico, mesmo para aqueles circulando a bordo dos veículos automotivos.

Para os pisos dos caminhos de circulação de carros, sugerem paralelepípedos; para os de pedestres, placas de concreto, ambos, soluções de acordo com a busca por equilíbrio prevista para toda a área — além de primar pela facilidade de instalação e conservação.

Para os pisos dos caminhos de circulação de carros, sugerem paralelepípedos; para os de pedestres, placas de concreto, ambos, soluções de acordo com a busca por equilíbrio prevista para toda a área — além de primar pela facilidade de instalação e conservação

Sítio Histórico da Prainha: reabilitação dos ícones locais

Propõem, ainda, reabilitação de ícones locais, como Casa Amarela, Casa da Memória e Museu Homero Massena, além de várias edificações de uso misto espalhadas por todo o bairro. O objetivo é criar maior coerência entre a história do bairro e suas edificações.

Prédios ocupando, praticamente, toda a orla junto à faixa de areia da Prainha, cortando a visão para o canal de acesso ao complexo portuário da Cidade de Vitória e da Cidade de Vila Velha, serão demolidos, permitindo integrar o parque ao espelho de água do mar.

Partindo da premissa da estrutura institucional do Município de Vila Velha estar sendo deslocada sentido Sul — exemplo: proximidades da recém-inaugurada Rodovia Leste-Oeste —, fazem a proposta de mudança da Câmara de Vereadores para aquele entorno.

A estrutura hoje existente será requalifica e reaproveitada em acordo com parâmetros em acordo com as heranças culturais e históricas da Prainha — deixando esta edificação dentro do gabarito definido para a área da Prainha, sugerem instalar ali um restaurante.

Prédios ocupando, praticamente, toda a orla junto à faixa de areia da Prainha, cortando a visão para o canal de acesso ao complexo portuário da Cidade de Vitória e da Cidade de Vila Velha, serão demolidos, permitindo integrar o parque ao espelho de água do mar

Sítio Histórico da Prainha: remoção de edificações irregulares

Situação igual se dá com o galpão da fábrica de gelo, atividade em desacordo com atual a legislação local, e a edificação abrigando o Fórum. Com seu deslocamento para outro endereço, o espaço reunirá biblioteca, cafeteria, galeria de arte e agência dos Correios.

---- CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE ---- mobile
desktop

A praça, atualmente segmentada em espaços praticamente autônomos, terá toda a sua área unificada, permitindo vistas devassadas, principalmente, para os marcos históricos ali já estabelecidos, como o Convento da Penha e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

Nas imagens a seguir, um resumo das ideias propostas pelo grupo para a recuperação, reforma e requalificação do Sítio Histórico da Prainha, área urbana com, também, um inigualável acervo de residências erguidas durante o início do século XX, anos 1900.

A praça, atualmente segmentada em espaços praticamente autônomos, terá toda a sua área unificada, permitindo vistas devassadas, principalmente, para os marcos históricos ali já estabelecidos, como o Convento da Penha e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Sítio Histórico da Prainha: imagens das ideias propostas

*João Zuccaratto é Jornalista especializado em turismo sediado na cidade de Vitória – ES / (27) 9-8112-6920

Ler anterior

Confira: Uma visita imperdível no Espírito Santo

Ler próximo

Confira a programação no SESC Glória até 15/12

Escreva um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais popular

Follow On Instagram