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Receita de Mocotó

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Abav-ES 40 anos: ex-presidente recorda mercado de quatro décadas atrás

Por João Zuccaratto*

A seccional Estado do Espírito Santo da Associação Brasileira de Agências de Viagens — Abav-ES completou 40 anos de fundação em 2019. Nasceu em agosto de 1979, por iniciativa de 10 empreendedores, buscando dar representação a esse importante segmento da Economia.

Seus nomes estão listados a seguir, em ordem alfabética:

• Ana Lúcia Santório

• Carlos Santos

• Carmem Suzan de Angeli

• Cristina Buaiz Macieira

• Eduardo Negreiros

• Elvira Madalena Altoé

• Fábio Pelegrino

• Luiz Silva

• Silas Oliveira Quadros

• Teresa Stange

Eles estavam à frente das seguintes empresas, aqui listadas segundo a ordem alfabética da Denominação Social de cada uma delas:

• Alvorada Sul-América de Turismo

• Apolo Viagens e Turismo

• Biotur

• Bradesco Turismo

• Citur — Cidade Turismo

• Copaco

• Globo Viagens e Turismo

• Internacional Travel Services

• Itapemirim Turismo Agência de Viagens e Despachos

• Plumatur — Pluma Capixaba de Turismo

• Rosaltur Rosa Turismo

• SMB Turismo

• Stange Viagens e Turismo

• Terra Sol Viagens e Turismo

Para marcar a passagem dessas quatro décadas de atuação da Abav-ES, o Jornal Turismo & Serviços solicitou à ex-presidente da entidade, Teresa Stange —  testemunha da fundação da organização —, relembrar as principais diferenças entre aqueles tempos e os vividos agora.

As recordações, alinhavadas em longa entrevista, retratam mudanças significativas. Partindo de momento no qual a atividade era extremamente regulamentada, cruzam por todas as crises econômicas do final do século XX, anos 1900, até a completa desregulamentação desse setor.

E, como não seria diferente, exibe as radicais transformações impostas pela onipresença da Internet em todos os aspectos da vida moderna — vida pessoal, economia, desenvolvimento profissional etc. —, principalmente a partir dos primeiros anos deste século XXI, anos 2000.

Década de 1970

— A década de 1970 teve altos e baixos. As coisas ficaram piores após a Guerra do Yom Kippur, em 1973. O conflito entre árabes e judeus afetou todo mundo. Os primeiros, maiores produtores de petróleo do planeta, multiplicaram por quatro o preço do barril do produto.

— Foi quando o Brasil simplesmente quebrou. A dívida externa tornou-se impagável. Foram dados os primeiros passos para o descontrole da inflação. A atividade do Turismo era vista como algo supérfluo, descartável, coisa apenas de rico, ainda mais se fosse feito no exterior.

“A década de 1970 teve altos e baixos. As coisas ficaram piores após a Guerra do Yom Kippur, em 1973. O conflito entre árabes e judeus afetou todo mundo. Os primeiros, maiores produtores de petróleo do planeta, multiplicaram por quatro o preço do barril do produto.”

Supersônico Concorde

— Apesar dos problemas das décadas de 1970 e 1980, para mim, especialmente, guardo boas lembranças. Uma é de ter sido representante exclusiva da Air France. Isso me deu o prazer de vender passagens e voar no Concorde, supersônico, um dos aviões mais lindos já produzidos.

— O Concorde parou de ser utilizado por ser pequeno e consumir muito querosene. Assim, o preço da passagem comum rivalizava com o valor da Primeira Classe de um Boeing 747, por exemplo. As linhas foram canceladas aos poucos até um acidente fazer parar de vez os voos.

“O Concorde parou de ser utilizado por ser pequeno e consumir muito querosene. Assim, o preço da passagem comum rivalizava com o valor da Primeira Classe de um Boeing 747, por exemplo. As linhas foram canceladas aos poucos até um acidente fazer parar de vez os voos.

Viagens ao exterior

— Como era complicado viajar para o exterior! O dólar, sempre valorizado em relação às nossas moedas — foram muitas: Cruzeiro, Cruzeiro Novo, Cruzado, Cruzado Novo… E havia impostos elevados, tanto na compra de moeda estrangeira quanto na aquisição das passagens.

— Mesmo com todos os problemas, o número de passageiros crescia. E exigiu investimentos por parte do Governo. Houve a criação da estatal Infraero, para cuidar dos aeroportos. Assim, se construíram grandes aeroportos, com capacidade para atender o movimento internacional.

“Mesmo com todos os problemas, o número de passageiros crescia. E exigiu investimentos por parte do Governo. Houve a criação da estatal Infraero, para cuidar dos aeroportos. Assim, se construíram grandes aeroportos, com capacidade para atender o movimento internacional.”

Perfil das agências

— Em sua maioria, as agências de viagem eram apenas emissoras de bilhetes aéreos. Isso porque havia uma Lei estabelecendo os percentuais de comissão na venda de passagens de avião, então extremamente caras: 9% para os trechos nacionais, 10% para os internacionais.

— As empresas aéreas entregavam pacotes de passagens virgens para as agências. Todas as guardavam em cofres, nos escritórios, porque eram mais ou menos como cheques em branco. Se fossem roubados, e emitidos bilhetes, até se descobrir isso, gerariam enormes prejuízos.

“As empresas aéreas entregavam pacotes de passagens virgens para as agências. Todas as guardavam em cofres, nos escritórios, porque eram mais ou menos como cheques em branco. Se fossem roubados, e emitidos bilhetes, até se descobrir isso, gerariam enormes prejuízos.”

Prestação dos serviços

— Tudo era feito à mão ou com máquina de escrever. As reservas, pelo telefone. Aliás, a telefonia no Brasil mudou da água para o vinho com investimentos feitos durante o Governo Militar. Interurbano, só através de telefonista e hora marcada. Em 1968 veio o DDD e o DDI.

— Melhorou bastante com o telex. Em vez de telefonar, digitava-se, gerando documentos em letras maiúsculas, sem acento, cedilha. A Lista de Passageiros era ordenada alfabeticamente pelo sobrenome. Quando apareceu o fax, nossa!, foi como se tivéssemos alcançado os céus.

“Melhorou bastante com o telex. Em vez de telefonar, digitava-se, gerando documentos em letras maiúsculas, sem acento, cedilha. A Lista de Passageiros era ordenada alfabeticamente pelo sobrenome. Quando apareceu o fax, nossa!, foi como se tivéssemos alcançado os céus.”

Atividade regulamentada

— Abrir uma agência de viagens naquele tempo era bem difícil. Antes de se dar entrada nos órgãos oficiais de registro, ela já precisava existir fisicamente — endereço oficial, escritório montado, equipamentos diversos etc. Ou seja: começava dando despesas, sem gerar vendas.

— Uma agência de viagens só estava autorizada a operar depois de receber uma espécie de alvará, emitido pelo Banco Central do Brasil. Havia uma caução, ou algo assim, em dinheiro. Sem aquele papel, não se recebia os blocos de passagens aéreas fornecidos pelas companhias.

“Abrir uma agência de viagens naquele tempo era bem difícil. Antes de se dar entrada nos órgãos oficiais de registro, ela já precisava existir fisicamente — endereço oficial, escritório montado, equipamentos diversos etc. Ou seja: começava dando despesas, sem gerar vendas.”

Concorrência desleal

— Devido a toda aquela burocracia, havia poucas agências. Era bom negócio. Assim, muitas grandes empresas, geradoras de bom número viagens mensais de avião para os funcionários, acabava montando uma. Isso levava a uma concorrência desleal, mas não tinha nada de ilegal.

— Bancos montaram agências de viagem; empreiteiras, também. Algumas tinham filiais em praticamente todas as capitais de Estados brasileiros. Com o aumento da concorrência, foram sumindo. Agora, vieram as on-line travel agency, sem escritório físico, com tudo pela Web.

“Devido à burocracia, havia poucas agências. Era bom negócio. Assim, muitas grandes empresas, geradoras de bom número viagens mensais de avião para os funcionários, acabava montando uma. Isso levava a uma concorrência desleal, mas não tinha nada de ilegal.”

Aviação nacional

— Havia muita empresa aérea: das mais antigas, como Varig e Vasp, às mais novas, como a TAM e a Transbrasil. Para incentivar voos em áreas específicas, o Governo deu incentivos para se criar companhias regionais, visando atender Amazônia, Centro-Oeste, Nordeste…

— Surgiram quatro companhias aéreas regionais: Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste. Duas, sei, foram absorvidas pela Varig: Nordeste e Rio Sul. As outras não recordo. A Varig também absorveu a Cruzeiro do Sul. A Transbrasil veio da Sadia, a produtora de alimentos.

“Surgiram quatro companhias aéreas regionais: Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste. Duas, sei, foram absorvidas pela Varig: Nordeste e Rio Sul. As outras não recordo. A Varig também absorveu a Cruzeiro do Sul. A Transbrasil veio da Sadia, a produtora de alimentos.”

Força do empreendedorismo

— A TAM é resultado do grande empreendedor Rolim Adolfo Amaro. Começou praticamente do zero. Ele era piloto e fundou a Táxi Aéreo Marília (as letras iniciais formaram a sigla). Aos poucos, cresceu, comprou aviões maiores. Quando conseguiu os Fokker 100, foi um sucesso!

— As companhias aéreas tinham seus gerentes regionais em cada Estado. E eles resolviam praticamente tudo. Ficávamos amigos deles e pronto! Havendo problemas, era só pegar o telefone e acertar direto. Hoje em dia, isso não existe mais. Agora, é tudo direto com a matriz.

“A TAM é resultado do grande empreendedor Rolim Adolfo Amaro. Começou praticamente do zero. Ele era piloto e fundou a Táxi Aéreo Marília (as letras iniciais formaram a sigla). Aos poucos, cresceu, comprou aviões maiores. Quando conseguiu os Fokker 100, foi um sucesso!”

Turismo interno

— Se era caro viajar de avião, isso levava ao turismo rodoviário. Houve uma profusão das Marias Tour, organizadores de excursões sem qualidade, expondo os viajantes a riscos. Nesse aspecto, a Abav Nacional e nossa Abav-ES atuaram, cobrando mais fiscalização do Governo.

— Recordo um programa bem interessante, desenvolvido pela Abav-ES, o Viaje Estudante. Levávamos alunos das escolas de ensino fundamental para conhecer atrativos turísticos. Além do aspecto do passeio em si, havia um lado educacional, como trabalhos feitos nas escolas.

“Recordo um programa bem interessante, desenvolvido pela Abav-ES, o Viaje Estudante. Levávamos alunos das escolas de ensino fundamental para conhecer atrativos turísticos. Além do aspecto do passeio em si, havia um lado educacional, como trabalhos feitos nas escolas.”

Feiras de Turismo

— A feira de Turismo promovida pela Abav Nacional começou timidamente. Crescendo ano a ano, transformou-se no maior evento profissional do setor. Entre o final dos anos 1990 e o início dos anos 2000, se o expositor não fechasse contrato com antecedência, ficava de fora.

— A onipresença da Internet mudou bastante o perfil das feiras de Turismo. A Abav Expo Internacional, por exemplo, em vez focar apenas em comercialização de produtos, voltou-se para o aperfeiçoamento do agente de viagens, oferecendo uma grade imensa de treinamentos.

“A feira de Turismo promovida pela Abav Nacional começou timidamente. Crescendo ano a ano, transformou-se no maior evento profissional do setor. Entre o final dos anos 1990 e o início dos anos 2000, se o expositor não fechasse contrato com antecedência, ficava de fora.”

*João Zuccaratto é Jornalista especializado em turismo sediado na cidade de Vitória – ES / (27) 9-8112-6920

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