Sesc Glória realiza de 05 a 10/12 o IV Festival Capixaba de Literatura

Noticias 04 Dez 2017

 

Prepare-se para uma verdadeira viagem pela literatura produzida nos quatro cantos do Estado! De 05 a 10 de dezembro, autores, artistas, leitores e interessados na produção cultural capixaba vão se encontrar no IV Festival Capixaba de Literatura, no Centro Cultural Sesc Glória. O evento contará com o lançamento de 18 livros, além de debates, apresentações artísticas, exibição de filme, sarau entre outras atrações. A programação é aberta ao público e terá início às 18 horas e encerramento às 21 horas. Entrada franca.

 

 

O evento reafirma seu objetivo de promover a aproximação entre o leitor e o autor capixaba, ou que produz no Espírito Santo. Trata-se de um espaço para que o escritor, além de divulgar sua obra, viabilize um diálogo sobre sua produção com seu público-leitor e outros autores. Durante os seis dias de sua realização estão previstos os lançamentos de 18 títulos, sendo três autores por dia e um debate-papo entre eles. Haverá também uma mesa temática e apresentações artísticas, com música, sarau poético, leitura dramática e cinema, como uma forma de estabelecer diálogos da literatura com outras linguagens.

Os lançamentos serão realizados na Sala da Palavra com capacidade de aproximadamente 120 pessoas. Para cada dia do evento, o Centro Cultural Sesc Glória sorteará exemplares de cada obra entre os presentes. Confira a programação:

05/12 – Terça-feira
Apresentação musical “Pôr do sol”
Horário: 18h
Artista: Carlos Papel
Local: Sala da Palavra

Mesa redonda: Festivais Literários: autor x leitor
Horário: 19h
Palestrantes: Regina Menezes Loureiro e Luciana Silva Fernandes
Local: Sala da Palavra

Lançamento de livros
Horário: 20h
Escritores: Saulo Ribeiro – Poesia sem terra 
Matusalém Dias de Moura – Haikais para Guilherme de Almeida
Antônio Rocha Neto – Planeta saudade
Planeta Saudade é um conto infanto juvenil que narra a vida em um planeta onde a morte é muito diferente da que conhecemos em nosso planeta. Diferente e muito pior. Até que um dia algo acontece, e aquele planeta, que tinha outro nome, ganha um novo, e passa a ser o Planeta Saudade, em homenagem a este sentimento tão nobre, que eles passaram a conhecer!

06/12 – Quarta-feira
Leitura dramática de “A árvore de Guernica”, peça de Fernando Arrabal
Horário: 18h
Diretor: Wyller Villaças – Elenco: Vanessa Darmani, Alberto Miranda, Alfredo Andrade, Elenízia Batista e Marina Bonnoni 
Local: Sala da Palavra

Mesa redonda: Literatura e Moralidade
Horário: 19h
Palestrantes: Santinho Ferreira e Ítalo Campos
Local: Sala da Palavra

Lançamento de livros
Horário: 20h
Escritores: 
Alessandro Darós – Sqizo ou as patas do velho sátiro. 2ed.
Sqizo traz à tona as impressões da personagem Sátiro acerca do cotidiano a partir de seis temas, quais sejam: o deboche, o desgosto, a insânia, as secreções, a prole e os sentidos (seções do Livro). Sátiro recolhe imagens, histórias de ouvido, e as organiza, em pensamento, de modo fragmentário e não linear, põe sua realidade em crise alguma vez, numa espécie de rompimento com o cânone. A personagem busca na flâneurie diária sua fonte de inspiração e a concretiza nas páginas finais que dedica às Short Stories. Sqizo é uma noveleta que abusa de alegorias e metáforas. Seu autor confia ao leitor um jogo, o da leitura numa ambiência contemporânea e fragmentária, em que os paradigmas devem ser postos em suspensão, voluntariamente. Nesta segunda edição, o texto foi reescrito em alguma porção, aumentado ou subtraído, atualizado e revisado pelo escritor. 


Aline Prúcoli – Pustulâncias: menina bruta
“pustulâncias: menina bruta” (2017) é um livro cujo gênero não se permite definir e que, por isso, pode ser chamado de degenerado. Em sua temática a degenerescência humana, aliás, é o mote. Escrito em uma primeira pessoa bastante secundária e marginal, Enila expõe, nesta espécie de escrita anti-lírica, as pústulas fétidas, porém róseas, de que é feito seu corpo-letra e confessa as desventuras do feminino maculado, amargo e, no entanto, meninil que a habitam. É um percurso verbal que cintila uma negação em sua origem, mas nos permite alcançar o amor antes de seu derradeiro ponto final. 

7/12 – Quinta-feira
Apresentação artística: Cantorias diversas
Horário: 18h
Artista: Algazarra Coral
Local: Sala da Palavra

Mesa redonda: A palavra em revista
Horário: 19h
Palestrantes: Andressa Zoi e Sandra Medeiros
Local: Sala da Palavra

Lançamento de livros
Horário: 20h
Escritores: 
Bernadeth Lyra – Água salobra
Crônicas sobre a infância da escritora em sua terra natal, Conceição da Barra. Os textos foram originalmente publicados no jornal A Gazeta e reunidos em uma bela edição pela Cousa. 

Fábio Daflon – Sovacos
As axilas, sob o sofrimento de as cócegas, são a parte mais humorada do corpo humano, veremos como trata o assunto do humor, do histrionismo, entre outros temperos e destemperos do humor, porque, como escreveu em um dos seus poemas do livro Vagalume-farol: O balde veste a água e o humor derrama. Daflon faz um estudo da Gestalt do sovaco e nos mostra que a axila é a única curva fechada que se abre sem depender de ninguém. Se axila fosse marquise, o suor seria infiltração de poesia.

Karina Heid – A última peça
O que nos faz saltar sobre o desconhecido? Aceitar riscos e acreditar que podemos voar? Anos atrás, João Pedro e Bia saltaram. Eles se conheceram aos 14, namoraram sete anos e há outros sete tentam se esquecer. Um ascendeu na carreira, mudou de cidade e de nome, e acredita ter deixado os fantasmas para trás. O outro teve que aprender a viver sem suas memórias, inteiramente apagadas pela queda. 
Anos depois Pedro e Bia voltam a se encontrar. Ela procura emprego na editora onde ele trabalha, sem saber que quem a entrevista é seu ex-amor. O que deveria ser um encontro hostil torna-se uma série de mal-entendidos, e eles acabam se reaproximando.

08/12 – Sexta-feira
Apresentação artística: O humor na música brasileira
Horário: 18h
Artista: Cavanhaques – Carlos Rabello, Júlio Cavanhaque e João Cláudio
Local: Sala da Palavra

Mesa redonda: Ler ou não ler, eis a questão!
Horário: 19h
Palestrantes: Prof. Pereira e Orlando Lopes
Local: Sala da Palavra

Lançamento de livros
Horário: 20h
Escritores: 
Edmar Zorzal – Fininho 
Um herói cheio de sensibilidade: esse é Fininho. Uma criança tão magrinha quanto esperta, que faz com que todos se apaixonem pela sua forma de ver o mundo e tenham a certeza de que ele é especial. Nesse romance juvenil, o leitor acompanha e se emociona com as peripécias de um menino muito humilde, que questiona, sonha e persevera, vai em busca de seus sonhos, nessa jornada marcada por afetos e dores, vitórias e perdas e, sobretudo, pela determinação de realizar seus objetivos. Ver um pouquinho do mundo pelos olhos de Fininho é uma experiência maravilhosa. Em um tempo no qual os heróis são dotados de superpoderes que os tornam indestrutíveis, Fininho se diferencia dos demais ao exalar afeto, sensibilidade e persistência.

Marcos Tavares – No escuro, armados
Reeditado, teve acréscimos o volume, ora trazendo justificativa da oportuna reedição, um substancial prólogo, fortuna crítica, notas, notícias, cronologia e biobibliografia. Composto de textos curtos, na maioria, e já submetidos ao crivo da crítica especializada. Divide-se em duas partes essa obra repleta de polissemia, paródia, paronomásia, aliteração, palíndromo, jogo de palavras, intertexto, metalinguagem e toda sorte de artefato literário. 

Paulo Sena – Quase sertão
Os contos, que foram escritos entre os anos de 2015 e 2016, narram, de forma poética e fabular, quase fantástica, quase alegórica e quase crível, as histórias ouvidas, inventadas e assistidas, ora como narrador, ora em primeira pessoa, dos deslumbres, das fantasias, das crenças, dos folclores de um tempo, agora lembrado, do autor. Os contos também carregados de denúncia social, com provocações de gênero, da diversidade sexual, de religiosidades e de mistérios retratam o lirismo da vida simples, porém endurecida, de pessoas comuns que fizeram parte do imaginário de sua infância e adolescência, de narrativas lúdicas de uma vida vivida no interior, numa cidade esquecida e pequena porém viva e cheia de possibilidades inventivas.

09/12 – Sábado 
Apresentação artística: Sarau “A chuva lenta”
Horário: 18h
Artista: Luana Eva, Ludmila Porto, Luciene Camargo e Thiara Pagani
Local: Sala da Palavra

Mesa redonda: Vozes femininas sobre letras feministas
Horário: 19h
Palestrantes: Taiga Scaramussa e Aline Prúcoli
Local: Sala da Palavra

Lançamento de livros
Horário: 20h
Escritores: 
Marcos Ramos – Anatomia da Elipse: Escritos sobre Nacionalismo, Raça e Patriarcado
O prumo destes escritos é o diálogo, os atravessamentos, a anatomia de uma presença/ausência: análise do discurso de formação do Brasil que passa pelo sertão e o elege como a matéria do poético. Uma conversa entre Gilberto Freyre, de Casa Grande & Senzala (da convergência da procura – ou retratos de um Brasil – que se inicia em José de Alencar, talvez em Dom Pedro II, se potencializa em Euclides, floresce em Mário) e Guimarães Rosa (onde a resposta frutifica – às margens do São Francisco, no alto das Veredas Mortas, no Liso do Sussuarão). Gilberto Freyre e Guimarães Rosa, cujos textos – radiografias em parte, mas sobretudo ampliações do mundo, invenções de um Brasil –, incluíram o país no concerto das nações e deram ao brasileiro uma consciência de si (duvidosa, mas incontornável). 

Patrícia Deps – Devotada Juliette
Devotada Juliette, romance que marca a estreia literária da médica capixaba Patrícia Deps, acompanha a protagonista Rebeca Goldstein em sua jornada para se tornar escritora. Médica, assim como a autora, a personagem viaja até o Velho Continente movida por suas aspirações literárias em busca de boas histórias e de inspiração para escrever um livro. Após uma breve passagem pela Ilha da Madeira, em Portugal, com um grupo de amigas, Rebeca parte sozinha com destino a Paris, onde encontra a liberdade necessária para dedicar-se de corpo e alma ao seu propósito e onde também faz surpreendentes descobertas. 

Rodrigo Britto – O medo do mato
O livro narra a história de um porquinho que é usado como isca numa armadilha para onças. Depois de passar a noite, separados por uma grade interna, com o maior felino das Américas, o porquinho desenvolve um lindo diálogo que retrata a opressão do mais forte sobre o mais fraco e as condições para que ela deixe de existir de acordo com as circunstâncias.

10/12 – Domingo 
Apresentação artística: Documentário: A febre
Horário: 17h
Artista: Direção e produção: João Oliveira 
Local: Sala da Palavra

Mesa redonda: Literatura e Arte Urbana
Horário: 18h
Palestrantes: Jorge Nascimento e Ficore
Local: Sala da Palavra

Lançamento de livros
Horário: 19h
Escritores: 
Adilson Vilaça – Carminda – a garota que derrotou a lepra
O romance "Carminda – a garota que derrotou a lepra" é inspirado numa história real. É uma história de esperança e de triunfo vivenciada em tempos em que se pregava a internação compulsória como única forma de "tratamento" de hansenianos. O processo de higienização social iniciado na ditadura do Estado Novo seguia o modelo nazista e também atingia a tuberculosos e a portadores de demência. A protagonista da história hoje vive em Colatina (ES), isto depois de sobreviver ao confinamento em dois leprosários, colônias de onde os internos jamais regressavam. No romance ela é vivenciada por Carminda Miragaya, cujo sobrenome evidentemente oculta o sobrenome autêntico da família.

Caê Guimarães – Por baixo da pele fria
Por Baixo da Pele Fria é relançado em edição comemorativa de 20 anos pela Editora Cousa. O livro tem poemas construídos entre 1989 e 1996 e foi editado pela primeira vez em 1997 por Massao Ohno, legendário editor paulista que publicou Roberto Piva, Hilda Hilst, Claudio Willer, Jorge Mautner e Waldo Motta, dentre outros. No livro, o autor estreou com poemas que exercem a comunicação, negaceiam os sentidos e manejam os artifícios dos fogos da poesia. Adivinhas, armadilhas sonoras, lugares-comuns revisitados, e novas palavras estão distribuídos em 62 poemas pouco adjetivados, mas carregados da dureza dos substantivos. A primeira pessoa lírica – desconstruída e recomposta no caos e no cosmos dos textos do livro – acaba por fazer um recorte singular e pessoal de um mundo que se “desfazia a olhos vistos”, como disse o poeta, professor e ativista cultural Orlando Lopes, contemporâneo de Caê Guimarães.

Simone Pacheco – Arame farpado
Trata-se de crônicas que exploram temáticas do mundo contemporâneo e o sujeito que habita este cenário. Ainda, os textos abordam os papéis da arte, da escrita e do discurso como forma de empoderamento do indivíduo, sem esquecer a essência poética, tão indispensável para a essência humana.

 

Fonte: Gabriela Galvão - Assessora de Comunicação, Departamento Regional Espírito Santo.

 

Por: Jornal Turismo & Serviços


 

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