Eu falo e você não me entende, por que será?

Entrevista / Artigo 07 Jan 2018

Certa vez, meu saudoso avô me disse: “Quando quiser ser ouvido permita-se ser entendido pois as palavras são vagas, e seu contexto, é que dá a forma da comunicação que deseja...”


Por muitos anos essa frase martelou minha cabeça e daí surgiram as dúvidas: Mas esse contexto é geral ou específico? O formato deve ser coloquial em suas derivações de fonética, morfológica ou sintática? Ou devo ser formal nesta minha comunicação cotidiana?


Enfim, os anos se passaram e os formatos de contextualização, tomaram seus rumos conforme a situação e o ambiente social e profissional. Ainda estou aprendendo com muitos exercícios...
Sim, mas e quando se trata de uma comunicação que deve ser tratada em rede? E aqui destacamos a da exploração do turismo entre os agentes deste segmento. Como essa comunicação transversal funciona? Ela segue alguns critérios de proximidade e de relações comerciais, como a de empatia e respeito?


Embora acredite numa resposta positiva, não é isto que vemos, principalmente com a evolução das mídias sociais. Perdeu-se a intenção do foco e de assunto para quem temos interesse, ela passou a ser generalista. Não existe mais um destinatário, existem vários e coletivos e daí a confusão do que fazer para ser entendido e comunicado.


Ora, as comunicações institucionais não são informais e portanto merecem todo um carinho na sua edição, principalmente a de serem entendidas e obviamente, assimiladas para que então estabeleçam uma relação íntegra.
É necessário portanto, uma mobilização contínua nas ações que envolvam a vontade e o desejo de atingir propósitos. Também pode ser entendida como um ato de comunicação que atinja sua plenitude de alcançar um consenso acerca do entendimento do que se quer para o desenvolvimento do turismo capixaba.


O Coach Mike Zrzyewski, discorre que: “Se você estabelece um ambiente de comunicação e confiança, isso vira tradição.” Essa tradição é como se fosse a troca de olhares que são perfeitamente compreensíveis. Isto me lembra os olhares de meus pais quando queriam transmitir algo...


Mas quando se trata de relações comerciais e da importância que a rede de turismo exige, esta sim, deve ser a mais ampla possível. Deve ultrapassar barreiras, muros e obstáculos dos mais inimagináveis para que o foco chegue a todos os profissionais, independente do setor.


A informação para quem exercita profissionalmente o turismo, deve se transformar em tradição, para que não ocorram deslizes infelizes e interpretações equivocadas.


A nossa rede, carece dessa comunicação efetiva, percebe-se que há a desinformação da informação, muito praticada pela nossa imprensa. Mas será que temos nos comunicado corretamente com essa imprensa? Vejo manchetes e artigos fora do contexto do nosso capixabismo. É preciso resgatar urgentemente esses valores porque afinal, o turista hoje procura vivenciar experiências, e estas ele carrega para o resto da vida. Nos resta então saber, o que queremos que ele guarde na lembrança.


Moacir Durães
Especialista em Gestão Setorial e Territorial de Turismo
E-mail: moacir.duraes@hotmail.com

 

Por: Jornal Turismo & Serviços


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